
Palestra da deputada Luciana Rafagnin no encontro de mulheres do PT do Paraná
Bom dia, companheiras!
Quero iniciar minha intervenção, dizendo que a militância petista, a cada dia que passa e a cada novo levantamento de opinião pública, está mais orgulhosa.
Durante 29 anos, nós, urbanas e rurais, estivemos mobilizadas, organizadas, produzindo ferramentas para um país mais justo e inclusivo. Foram necessários 24 anos de muito debate, perseverança e até insistência para que o companheiro Lula chegasse à Presidência da República e colocasse em prática o melhor projeto de sociedade que o povo brasileiro já experimentou. Projeto que nós desenhamos na luta diária, pensando principalmente naquele povo excluído pela visão neoliberal dos nossos adversários.
As ações a as realização que o Governo Lula vem fazendo em todas as áreas permitiram que mais de 50 milhões de brasileiros melhorassem de vida e mais de 20 milhões de famílias migrassem das classes D e E para a classe média.
É por isso que o governo do presidente Lula está batendo recordes de aprovação. No último levantamento, 84% da população brasileira aprovou nosso projeto de sociedade. Mas ainda há muito a se fazer pelo nosso povo e precisamos continuar articuladas, mobilizadas, e organizadas. Esse também é o propósito deste encontro, um momento que aproveito para agradecer e parabenizar cada companheira que aqui está.
Hoje a sociedade está do nosso lado. Esse modelo de governar conta com a aprovação clara do povo brasileiro. Os recordes de popularidade e de satisfação com o presidente Lula dizem muito bem isso. Mas nós precisamos transformar esse sentimento em votos para a companheira Dilma e para nosso candidato a governador no Paraná. Esse é o grande desafio político do PT do Paraná.
Temos muitas tarefas, mas a principal delas, no campo político, será defender a continuidade desse projeto nacional e nosso movimento precisa apontar para esta direção também no Paraná. Temos, todas nós, capacidade de oferecer um palanque forte para a nossa companheira Dilma. Ela é uma mulher combativa, que traz na sua história a luta por uma sociedade mais justa e solidária; seu passado nos orgulha e sua atuação presente nos motiva a continuar.
Já sabemos quem serão nossos adversários na disputa majoritária nacional (Serra) e estadual (Beto Richa). Por isso, precisamos combatê-los de forma organizada, o que significa que será preciso fazer uma forte aliança em torno de nosso projeto, a fim de vencermos a batalha em 2010.
No dia-a-dia, precisamos mostrar ao povo paranaense quem são os nossos adversários. Lembrar à população que eles privatizaram e enfraqueceram o poder do Estado; eles defenderam o modelo que gerou essa crise mundial; quando governam, não se preocupam com o povo pobre e excluído. O Serra, do PSDB, não contente com o pedágio em rodovias, já está implantando o pedágio urbano em São Paulo. O Beto, do mesmo partido, aumentou R$ 0,30 a passagem de ônibus assim que tomou posse este ano. Esses são os nossos adversários.
Nós somos aquelas e aqueles que desenhamos um projeto de sociedade que permitiu que 11,1 milhões de famílias recebessem recursos do Bolsa Família e repassou 26,5 bilhões de reais, entre 2003/2007, para as famílias de baixa renda no Brasil. Nós desenhamos um projeto de sociedade que de janeiro de 2003 a outubro de 2008, criou 14 milhões de ocupações, sendo 11 milhões de empregos formais.
Nosso projeto criou 10 novas universidades públicas federais; criou o ProUni, que atende em torno de meio milhão de universitários; expandiu o ensino profissionalizante, com a criação de mais de 150 escolas técnicas.
Este projeto tem a AGRICULTURA FAMILIAR como prioridade e por isso, o orçamento do Pronaf saltou de 2,2 para 13 bilhões; criou o programa de Habitação Rural, construindo, somente no Paraná, mais de 10 mil casas; sem contar as novas linhas de crédito para os jovens e às mulheres; o proagro mais e o mais alimentos.
Nosso projeto criou o PAC, que, até 2010, pretende investir R$ 646 bilhões para reforçar a infraestrutura, fortalecer a política de estímulo ao setor privado e à geração de empregos.
Por fim, gostaria de dizer que o PT foi decisivo para a eleição e reeleição do governador Requião e que hoje compomos o governo em três importantes secretarias: a do Planejamento (Ênio Verri), a da Agricultura (Valter Bianchini) e a da Ciência e Tecnologia (com a companheira Lygia Pupatto), o que nos leva à conclusão de que temos experiência e conhecimento suficientes para governar nosso estado.
Temos o apoio de parte significativa da sociedade paranaense, excelentes quadros para a disputa – e cito aqui o companheiro Paulo Bernardo, que é corresponsável pelo sucesso do governo Lula -, mas precisamos ainda mais. Pactuar internamente para que o PED possa nos unir. Vamos estimular os debates e evitar as disputas acirradas nas eleições internas. Esse será nosso primeiro desafio para, assim, sairmos fortalecidos e vencedores nas eleições de 2010.
Luciana Rafagnin
Deputada Estadual – PT
Aqui, pequena parcela do que tenho a dizer.
Alguns dos presentes que o PSDB deu ao Brasil?
1 – Progressão continuada, q rebaixou os níveis de educação ao nivel de alunos do segundo grau não terem condições de articularem as próprias idéias, caso que ficou claro para mim quando li redações de alunos que pensei serem do ensino fundamental, mas para meu enorme espanto, eram do segundo colegial.
2 – Destruição das estações de trem, através de uma privatização no mínimo descuidada das ferrovias, mostrando total descaso para com patrimonio arquitetônico e cultural construído com o suor de nossos antepassados, tais patrimonios e pessoas, assim como o valor que tem para a sociedade não valem nada para eles. Meu avô foi maquinista aposentado da RFFSA e teve de assistir resignado á completa destruição da belíssima estação de trens e garagem de matnutenção da estação de minha cidade. Fiz um documentário entitulado “Estação Fantasma” que denuncia tal destruição, mas q por vivermos em numa cidade sob um governo do PSDB, não é obviamente, do interesse destes “detentores” dos meios em exibí-lo. Dão se as mais variadas desculpas para isso. geralmente embasadas na suposta má qualidade da pronúncia do ferroviário aposentado que voluntariamente toma conta da estação, mas por ser um documentário observativo, a narrativa não se dá atravéz da fala, mas pelas imagens, está tudo lá, impresso até na idade e na fala já pouco inteligível de um ferroviário que deu sua força de trabalho de toda uma vida e se obriga a manter voluntariamente o que restou daquele cenário da guerra silenciosa do descaso.
3- Pedágios que cercam e dividem cidades com menor representação política. Cidades vizinhas onde o fluxo de pessoas é grande foram divididas sem que haja alternativas de desvio ou liberação dos que nelas foram separados financeiramente. Ex: Minha namorada mora na cidade vizinha, para busca-la, pago com meu carro R$ 3, 45,00, para trazê-la a minah cidade, mais R$ 3, 45,00, para leva-la de volta, a mesma quantia e para voltar para casa idem, somando no total, R$ 13.80,00 por dia. Dinheiro que não tenho e que procurando a empresa, atravéz de seu telefone, consegui o acordo de que eu pago exatamente o valor citado acima e eles me dão o privilégio de percorrer os 18 kms efetivos q dividem as duas cidades. A implantação da lei do mais forte, cidades com pouca representação política do interior do estado de São Paulo e mídia fraca, são literalmemnte sugadas para que o governo do estado invista onde o dinheiro rende mais midiáticamente. Exemplo? Um bilhão e trezentos milhoes de reais na marginal tietê em São Paulo e apenas trezentos milhões no resto do estado. Solução duvidosa que , devastou parte dos canteiros centrais de tal avenida, e em última análise, impermeabilizou sim, (contrariamente ao que é dito sobre o propagado “Asfalto ecológico”. Que nome bonito…pelo então governador Serra, instruído pela sua turma do marketing) ainda mais o chão daquela cidade, numa política absurda em tempos de aquecimento global, que só vem aumentar as enchentes. Os brasileiros não podem mais aceitar essa política de transformar ruas e avenidas centrais em mídias, deixando as periferias e o interior que se mingue, tudo é sorriso de mercado estampado no rosto de seus políticos, para essa turma. Evoluímos ao mundo dos “bonzinhos” onde o povo, desinformado por eles aceita todo tipo de desgoverno, desde que se dê a notícia despotencializando suas negatividades e exacerbando suas “melhorias” com nomes, sorrisos, posturas “adequadas” para que se vendam políticas que não vão ao encontro verdadeiro do interresse público. Esse pessoal tem feito maravílhas junto de seus “vendedores”, nos impingindo pedágios caros a todos mesmo aos que não tem carro, mas que são indiretamente punidos com os preços dos alimentos que agora, incluem também, além do imposto dos alimentos, dos impostos para manutenção de estradas, incluem também, mais um presentinho, o preço do pedágio embutido nos fretes de quase tudo o chega a mesa do pobre que não tem o privilégio de pagar pedágios.
Tenho a tese de que a solução para a cidade de São Paulo é o interior de São Paulo. Se se investisse mais no inerior, menos gente seria obrigada a seguir rumo a aquela cidade, minorando seus problemas gerados pela superpopulação. Mas essa não é a inteção de nossos políticos que querem aparecer atravéz de grandes obras na cidade que concentra a grande mídia. Quanto ao interior, pode gritar e espernear, que não será ouvido mesmo, resta apenas a ele, sucção de seus recursos para “resolver” os problemas da capital e manter essa concentração de poder de opinião na mão de poucos.
Não sou Petista, nem de partido político algum, apenas um cidadão indignado que estudou em escola pública antes do processo de amanssamento funcional ( que serve apenas aos péssimos políticos) engendrado pela política da progressão continuada, dentre outras, que vem submetendo nosso povo a desinformação bonitinha (da informação parcial falsamente não-ideológica) de nossa mídia corporativa, que vende notícias e dá ênfase ao que lhes interssa imergindo a polpulação na “normalidade mansa e ignorante” escolhida pelos “senhores” que estão por tráz de tais políticos e políticas deste país.
Obrigado.