Perigo sobre rodas

Paz no trânsito exige responsabilidade compartilhada.
Curitiba, PR (06/07/2010) – Moradores da Cidade Norte, uma das regiões mais populosas da cidade de Francisco Beltrão, querem segurança no trânsito. O trecho mais violento tem cerca de 1.500 metros e está localizado no perímetro urbano da PR 180, entre o trevo que vai para Itapejara d’Oeste e o outro que sai para Dois Vizinhos, que faz a ligação com os bairros Padre Ulrico, Conjunto Esperança, Entre Rios e outros dois novos loteamentos. Nessa região, onde residem perto de 30 mil habitantes, morreram seis pessoas vítimas de atropelamento em apenas oito meses. “Não há condições de visibilidade à noite, não existe acostamento e nem redutor de velocidade”, reclama a moradora Adriana Fátima de Paula, que integra a comissão em defesa da vida, de iniciativa popular, apoiada pelo vereador Almir Calegari (PT) e pela deputada estadual Luciana Rafagnin (PT).
No mês passado, integrantes da comissão, o vereador e a deputada conversaram com o diretor-geral do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Milton Podolak Júnior, para pedir providências do órgão quanto à instalação de redutor de velocidade no local e melhorias na sinalização e iluminação da via. Antes disso, o movimento popular tem conversado com organismos locais e com a prefeitura de Francisco Beltrão para buscar alternativas. Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal, em apenas duas horas são registradas perto de 180 multas por excesso de velocidade nesse trecho da Cidade Norte.
O radar eletrônico, um dos equipamentos reivindicados pelos moradores, custa aproximadamente 120 mil reais, mas a prefeitura teria de adquirir o material e o DER autorizar sua instalação. Podolak se comprometeu a estudar tecnicamente, por intermédio do escritório local do órgão, uma solução que passe tanto pela instalação de lombada física – melhor localização – quanto do radar eletrônico como redutor de velocidade. Também vai responder ao pedido feito pela comissão, e protocolado pela deputada Luciana para construção de uma ciclovia, que dê mais segurança aos trabalhadores das indústrias da região para transitarem e não disputarem espaço com os demais veículos na estrada.
A dor da perda entrou em pauta
Horalino dos Santos e Paulo de Jesus dos Santos, que integraram a comitiva de moradores na audiência com o DER em Curitiba, são familiares do operário João Pedro dos Santos, que morreu no dia 12 de junho, vítima de atropelamento na PR 180, no trajeto para o trabalho. Ele deixou a esposa e cinco filhos.
(Jornalista: Thea Tavares – MTB 3207/PR).
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